Campanha Maio Vermelho orienta população para prevenir câncer de boca

 

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A campanha Maio Vermelho, realizada durante todo este mês, visa difundir informações sobre prevenção e a importância do diagnóstico precoce do câncer de boca, que compreende os tumores malignos que acometem a região oral, podendo se desenvolver nos lábios, língua, céu da boca, gengiva, amígdalas, glândulas salivares e início da garganta.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 15 mil novos casos por ano de câncer de boca no Brasil. Esse tipo de neoplasia é mais prevalente em homens, sendo o quinto mais comum entre a população masculina.
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A Drª. Gisélia Tavares, oncologista cooperada da Unimed Sergipe, destaca que a doença é mais frequente em homens brancos acima de 40 anos, mas pode ser encontrada em pessoas mais jovens, principalmente relacionada à infecção pelo vírus HPV. “O câncer de boca pode ser detectado em fase inicial, o que permite o tratamento mais efetivo e aumenta as chances de cura”, ressalta.

Sintomas e fatores de risco

Os principais sinais desse tipo de câncer são: lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, podendo apresentar sangramentos e crescimento gradativo; manchas e placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas; nódulos no pescoço e rouquidão persistente.

Em casos mais avançados, a pessoa apresenta dificuldade de mastigação e de engolir, dificuldade na fala, sensação de que há algo preso na garganta e dificuldade para movimentar a língua. “Na presença desses sintomas, deve-se procurar um profissional de saúde, que pode ser médico ou dentista, para a realização do exame completo da boca”, orienta a Drª Gisélia.

Os fatores que aumentam o risco de desenvolver câncer na região oral são tabagismo, em todas as suas formas: cigarro, cigarros eletrônicos, narguilé, cachimbo, charutos, rapé e fumo mascado; consumo de bebidas alcoólicas; exposição ao sol sem proteção, que aumenta o risco de câncer nos lábios; excesso de gordura corporal; má higiene bucal; alimentação pobre em vitaminas e minerais, principalmente em vitamina C; e infecção pelo vírus HPV, que está relacionado a alguns casos de câncer de orofaringe.

“O número de casos em fumantes chega a ser de duas a três vezes maior que entre não fumantes. Evidências cientificas demonstram haver sinergismo entre tabagismo e alcoolismo, que potencializam o risco de desenvolver câncer de boca”, informa a oncologista.

O diagnóstico precoce e a prevenção englobam a visita periódica ao dentista, hábitos alimentares saudáveis, boa higiene bucal, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Fumantes e consumidores frequentes de bebidas alcoólicas devem ter cuidado redobrado.