Dia de combate ao câncer de ovário alerta sobre doença silenciosa de difícil diagnóstico

 

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De acordo com o levantamento do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais frequente no Brasil, atrás apenas do câncer de colo de útero. Para alertar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, esta segunda-feira, 8, é dedicada ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário.

A Dra. Erijan Andrade, oncologista do Centro de Infusão e Oncologia, destaca que o principal desafio do câncer de ovário é o diagnóstico. “É um câncer difícil de ser identificado no estágio inicial, pois não existe exame preventivo”, pontua.
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Por ser uma doença silenciosa e inicialmente assintomática, a realização regular de exames preventivos e da consulta com o ginecologista é fundamental para o diagnóstico e tratamento da doença, que é uma das principais causas de morte entre as mulheres.

A oncologista comenta que os sintomas só aparecem em quadros avançados, quando a mulher apresenta mal-estar, dor e aumento do volume abdominal, intestino preso, perda de peso, entre outros sinais.

Fatores de risco

Casos anteriores de câncer de ovário na família, idade avançada, menopausa atrasada, primeira menstruação precoce, ausência de gravidez ou gestação tardia, endometriose e infertilidade, além de obesidade e sedentarismo, são alguns fatores que contribuem para maior risco do câncer ovariano.

“Os estudos apontam que mulheres com histórico familiar de câncer de ovário ou de mama apresentam três vezes mais chance de desenvolver os tumores malignos no ovário que a população em geral”, informa a Dra. Erijan.