Esta segunda-feira, 20, é dedicada ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, sintoma que afeta desde recém-nascidos a idosos, caracterizado pela dificuldade de engolir alimentos ou líquidos, prejudicando também o gerenciamento de saliva e outras secreções.
A disfagia pode estar associada a diversas doenças, como câncer de cabeça e pescoço, doença de Alzheimer, acidente vascular cerebral (AVC), doença neuromuscular e lesão medular, entre outras.
Os sinais da disfagia incluem tosse e engasgos durante ou após as refeições, dor ao engolir, sensação de bolo parado na garganta, recusa alimentar e perda de peso, desidratação, escape de alimento pelo nariz, pneumonias de repetição e febre sem causa aparente.
A fonoaudióloga Hayane Nascimento de Wette ressalta que é fundamental o diagnóstico ser realizado por um profissional da área da saúde e que o tratamento seja individualizado, considerando as características e necessidades de cada paciente.
Atenção à disfagia
Nos serviços assistenciais da Unimed Sergipe, a atenção à disfagia é parte da rotina dos pacientes com atendimento hospitalar e domiciliar. A equipe multidisciplinar atua para prevenir, orientar e identificar as causas e consequências que levam à disfagia.
Com o acompanhamento especializado de fonoaudiólogos e fisioterapeutas, é feita a reabilitação do paciente, para que possa recuperar a capacidade de engolir sem o risco de engasgo.
A orientação realizada pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) é feita a partir do que é observado pela equipe e das situações relatadas pela família, a fim de identifica os quadros disfágicos e direcionar sobre a melhor conduta a ser adotada.
“Possuímos um protocolo interno de avaliação e definição de condutas terapêuticas que minimizam os riscos de aspiração e penetração laríngea, por meio de uma via de alimentação segura. Dando, assim, melhor qualidade de vida aos nossos pacientes”, detalha Hayane.
Cuidado e prevenção
Algumas medidas podem ser adotadas para evitar ou minimizar a disfagia, como o posicionamento ou postura adequados durante a alimentação, preferencialmente sentado; controle de volume e velocidade de oferta alimentos e líquidos, que devem sempre ser ingeridos com o paciente totalmente acordado.
Somadas à observação do quadro clínico, essas medidas são fundamentais para evitar as complicações e agravos provocados pela disfagia.